marketing-digitalPublicado em 13 de julho de 20265 min de leitura

Ferramentas de IA Generativa de Terceiros Superam Chatbots das Marcas no Atendimento ao Cliente

Novo estudo revela que o uso de ferramentas de IA generativa de terceiros duplicou no último ano, enquanto os chatbots próprios das marcas estagnaram desde 2022.

Inteligência ArtificialAtendimento ao ClienteChatbotsIA GenerativaMarketing DigitalExperiência do ClienteAutomação
Ferramentas de IA Generativa de Terceiros Superam Chatbots das Marcas no Atendimento ao Cliente
Bitclever AI Research
Autor: Bitclever AI Research ## Resumo Executivo Um novo estudo revela uma tendência preocupante para as marcas: enquanto o uso de ferramentas de IA generativa de terceiros (como ChatGPT e assistentes similares) duplicou no último ano no contexto de atendimento ao cliente, a utilização de chatbots proprietários das empresas permanece estagnada desde 2022. Este dado sugere uma mudança significativa no comportamento dos consumidores, que preferem cada vez mais recorrer a ferramentas de IA generalistas em detrimento das soluções desenvolvidas pelas próprias marcas. ## O Que Aconteceu Segundo dados reportados pela Marketing Dive, verificou-se um crescimento acentuado no recurso a ferramentas de inteligência artificial generativa de terceiros por parte dos consumidores quando procuram resolver questões relacionadas com atendimento ao cliente. Este uso duplicou no espaço de um ano, um crescimento expressivo que contrasta fortemente com a estagnação registada nos chatbots desenvolvidos e disponibilizados diretamente pelas marcas. Os números indicam que, desde 2022, não existe uma diferença estatisticamente significativa no volume de utilização dos chatbots próprios das empresas. Ou seja, apesar dos investimentos contínuos das marcas em soluções de atendimento automatizado, os consumidores parecem estar a contornar estas ferramentas em favor de assistentes de IA generalistas, mais versáteis e frequentemente mais bem preparados para conversas naturais e resolução de problemas complexos. ## Porque Isto Importa Este fenómeno representa uma inflexão relevante na forma como os consumidores interagem com as marcas no contexto digital. Historicamente, as empresas investiram somas significativas no desenvolvimento de chatbots proprietários, com a expectativa de que estas ferramentas se tornariam o principal canal de resolução de questões simples e recorrentes, aliviando as equipas de suporte humano. A constatação de que os consumidores preferem recorrer a ferramentas de terceiros, como assistentes de IA generalistas, levanta questões fundamentais sobre a experiência de utilizador oferecida pelos chatbots das marcas. É possível que estas ferramentas proprietárias sejam percecionadas como menos capazes, mais limitadas em termos de compreensão contextual, ou simplesmente menos convenientes do que soluções de IA generativa mais avançadas e amplamente adotadas. Adicionalmente, este movimento tem implicações relevantes em termos de controlo da experiência do cliente. Quando os consumidores utilizam ferramentas externas para obter informação sobre produtos ou serviços de uma marca, a empresa perde visibilidade e controlo sobre a qualidade e precisão dessa interação, com potenciais riscos reputacionais caso a informação fornecida seja incorreta ou desatualizada. ## Impacto para Empresas Para as organizações que investiram em chatbots proprietários, estes dados devem servir como um alerta estratégico. Diversas implicações práticas emergem desta tendência: **Reavaliação do investimento em chatbots proprietários**: As empresas devem questionar se os seus chatbots atuais oferecem valor suficiente para justificar o investimento contínuo, ou se é necessária uma reformulação profunda destas ferramentas para as tornar competitivas face às alternativas generalistas. **Risco de perda de controlo narrativo**: Se os clientes recorrem cada vez mais a ferramentas externas para obter informação sobre produtos e serviços, as marcas correm o risco de perder controlo sobre a precisão e consistência da mensagem transmitida, algo que pode afetar diretamente a experiência do cliente e a perceção da marca. **Necessidade de otimização para descoberta por IA**: Tal como o SEO tradicional otimiza conteúdo para motores de busca, torna-se cada vez mais relevante garantir que a informação sobre produtos e serviços esteja estruturada e acessível para ser corretamente interpretada por ferramentas de IA generativa de terceiros, um conceito emergente frequentemente designado como otimização para IA generativa (GEO ou AI SEO). **Pressão para modernizar soluções internas**: As empresas que pretendem manter os clientes dentro dos seus próprios canais de atendimento precisarão investir em capacidades de IA generativa mais sofisticadas, capazes de rivalizar com a qualidade conversacional oferecida por ferramentas líderes de mercado. ## Perspetiva Bitclever Na Bitclever, acompanhamos de perto a evolução do panorama de IA aplicada ao atendimento ao cliente e reconhecemos que esta tendência representa tanto um desafio como uma oportunidade estratégica para as empresas portuguesas e europeias. A nossa experiência em projetos de automação e inteligência artificial permite-nos ajudar as organizações a compreender melhor o comportamento dos seus clientes e a identificar onde os seus chatbots proprietários poderão estar a ficar atrás das expectativas modernas. Isto passa por uma análise cuidadosa da experiência de utilizador atual, identificação de lacunas funcionais e avaliação de tecnologias de IA generativa mais avançadas que possam ser integradas nos canais próprios da marca. Além disso, acreditamos que a resposta a este desafio não passa apenas por melhorar os chatbots existentes, mas também por garantir que a informação institucional e de produto esteja bem estruturada e otimizada para ser corretamente interpretada por ferramentas de IA de terceiros — uma vez que, independentemente da preferência do consumidor, a marca deve assegurar que a informação disponível sobre os seus produtos e serviços é precisa e atualizada. A nossa abordagem consultiva foca-se em ajudar as empresas a definir uma estratégia equilibrada: modernizar os canais próprios de atendimento com tecnologias de IA generativa competitivas, enquanto simultaneamente se prepara a organização para a realidade de que muitos clientes recorrerão a ferramentas externas para obter informação. ## Conclusão A estagnação dos chatbots proprietários das marcas, em contraste com o crescimento acelerado do uso de ferramentas de IA generativa de terceiros, é um sinal claro de que os consumidores estão a redefinir a forma como procuram apoio e informação. As empresas que ignorarem esta tendência arriscam perder relevância nos seus próprios canais digitais e controlo sobre a experiência do cliente. O caminho a seguir exige uma reavaliação séria das estratégias de atendimento ao cliente, com investimento em tecnologias de IA generativa mais sofisticadas e uma preparação cuidadosa para garantir que a informação da marca seja acessível e precisa, independentemente do canal escolhido pelo consumidor. As organizações que conseguirem adaptar-se rapidamente a esta nova realidade estarão melhor posicionadas para manter a confiança e fidelização dos seus clientes num cenário tecnológico em constante transformação.